Caso Isabela Nardone em debate Advogados cajazeirenses opinam sobre o julgamento



O julgamento de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá começou em 22 de março e deve durar cinco dias. O casal é acusado de assassinar Isabella de apenas 5 anos que foi encontrada ferida no jardim do prédio onde moravam o pai e a madrasta, na zona norte de São Paulo, em 29 de março de 2008.

Tendo em vista a repercussão do caso em todo o país, o Portal “Diário do Sertão” conversou com dois advogados cajazeirenses de renome regional indagando-os acerca do assunto. Para o advogado Paulo Sabino este caso é de muita complexidade, pois merece muita atenção por parte do conselho de sentença, para proferir uma condenação ou absolvição.

Impedimento
Segundo Paulo Sabino, a mãe de Isabela foi impedida de assistir o julgamento não pelo simples fato de ser genitora da criança vítima desse suposto homicídio, mas porque ela faz parte do processo como testemunha, e no entendimento da defesa dos acusados, Ana Carolina Oliveira poderá prestar um novo depoimento, por isso ela não poderá participar porque e mesma saberia de todos os acontecimentos que envolve o próprio julgamento.

Pena
Segundo ele, em caso de condenação do casal, “a pena por homicídio duplamente qualificado varia de 12 a 30 anos de reclusão”.

Já o advogado João de Deus Quirino Filho, informou que não pode emitir nenhum juízo de valor por não conhecer os documentos e principalmente as provas, já que estas são decisivas para que os jurados possam concluir se existiu culpa do casal ou as provas apresentadas são frágeis ao ponto de se autorizar uma absolvição.

“Vejo como um julgamento normal como qualquer outro, pois o que existe é uma exploração da mídia”, declarou o advogado João de Deus Quirino Filho.

“Eu teria satisfação e prazer em participar da defesa do casal, pois o direito se constitui de um debate de idéias”, disparou o advogado.

LIDIANE ABREU
Da redação do Diário do Sertão

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